Direito humano ao trabalho digno: podemos negociá-lo?

Sem dúvida, esta é uma ideia relativamente nova: trabalho digno. Mas, certamente, não fomos o primeiro povo a sonhar com ela.

Retomando um texto anterior, hoje percebemos a dignidade humana como um valor intrínseco da humanidade, segundo o qual cada um deve ser reconhecido como criatura dotada de autonomia e poder de decisão sobre os rumos da própria vida. Tem-se também que uma pessoa jamais deve ser tratada como um meio, ao talante de outra pessoa, mas sim deve ser considerada sempre como um fim em si mesmo. Um ser único e irrepetível, a quem deve ser dada a possibilidade de, juntamente com seus pares, construir um mundo melhor.

Construímos o mundo com o nosso trabalho. Tanto o mundo melhor, como o mundo pior são frutos da atividade criativa e/ou operacional dos homens. Ou seja, é o trabalho que permite ao homem criar o mundo ao seu redor, e, a partir desse mundo, criar-se a si próprio. Essa atividade criativa do homem, contudo, fica prejudicada quando ele é submetido a condições indignas de trabalho.

Numa perspectiva filosófica, essas condições indignas seriam aquelas em que a autonomia da pessoa não fosse respeitada, ou seja, em que o trabalhador fosse uma simples engrenagem (meio) para produzir lucros, e não como um fim em si mesmo.

Numa perspectiva prática, trabalho indigno é aquele que viola a saúde física e mental do trabalhador; que não lhe paga o mínimo estabelecido em lei para o seu sustento; que exige uma jornada extenuante (mesmo que haja o pagamento de horas extras), dentre tantas outras violações possíveis. Em outras palavras, é aquele trabalho que impede a pessoa de ter uma vida fora dos muros da empresa, seja, por exemplo, porque sofreu um acidente ou adquiriu uma doença que o limitou, ou ainda porque não tem tempo para dedicar a sua família, ou mesmo para lutar por melhorias em seu bairro junto ao poder público.

O contrário disso, o trabalho digno, é o que foi estabelecido como meta pela nossa Constituição Federal em 1988, que reconheceu expressamente a dignidade humana e o valor social do trabalho. Nesse sentido, o texto constitucional traz, em seu artigo 7º, uma série de direitos a serem usufruídos pelos trabalhadores brasileiros. Esses direitos, uma vez concedidos e respeitados integralmente, garantirão uma existência digna ao trabalhador. E é por isso que devemos lutar.

Ocorre que, como amplamente divulgado pela mídia, vivemos uma época de crise. As crises são absolutamente normais dentro de uma economia capitalista, pois é quando o "dinheiro" troca de mãos, e, historicamente, as riquezas ficam ainda mais concentradas com pouquíssimas pessoas.

Por outro lado, o discurso que se constrói em torno da crise é sempre aquele típico do fim do mundo, colocando a maior parte das pessoas em estado de angústia ou mesmo de desespero. Nesse cenário, somos levados a crer que seria razoável abrir mão de alguns direitos trabalhistas para que a empresa pudesse ter lucros e os empregos fossem mantidos.

Mas esse é um raciocínio equivocado e absurdo, pois essa solução de diminuir direitos transfere para o trabalhador os riscos do negócio, e faz com que a parte mais fraca dessa relação tenha que arcar com prejuízos decorrentes das decisões equivocadas dos donos do capital. Essa solução contribui também para o aumento da concentração de renda, pois muitos vão perder para que poucos (patrões) continuem ganhando.

Ao tomar uma decisão gerencial sobre a empresa, por exemplo, o patrão não consulta os funcionários; mas quando essa decisão traz resultados ruins, ele quer que os trabalhadores paguem. Isso é justo?
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Sugestão de leitura: Artigo 7º da Constituição da República Federativa do Brasil - disponível no google.


Sem aulas neste final de semana

O Emancipa em Marabá comunica a todos que neste final de semana, 01 e 02 de outubro, não haverá aula, em razão das eleições.
Voltamos no próximo sábado!

Reflexão: O Emancipa é um movimento social "urbano"?


David Harvey é um dos maiores especialistas vivos na obra de Marx. Além de compreender e ensinar os fundamentos clássicos do Capital, ele tenta incansavelmente atualizar o marxismo para que este ainda possa servir de lentes para a compreensão do sistema econômico vigente e das dialéticas dele decorrentes neste século XXI.

Ensino neutro? Escola sem partido?

A rede Emancipa, que é um movimento social de cursinhos populares, trava uma luta permanente em defesa da educação pública e gratuita e democratização do acesso à Universidade no Brasil. Sabemos que as Universidades hoje, principalmente as públicas, têm um sistema seletivo injusto e pouco eficiente, que sempre exclui milhares de jovens de ter acesso ao ensino superior. Jovens que em sua maioria são pobres, negros, mulheres, LGBTs e de escola pública. É justamente por ter esse formato de seleção, que as Universidades são elitistas, antidemocráticas e pouco inclusivas, restringindo o direito a uma educação de qualidade para poucos.

Os cursinhos populares surgem com o propósito de quebrar essa barreira que é o vestibular e democratizar o ensino superior, forçando as Universidades a ampliarem o debate sobre acesso e permanência e questionando, dentro e fora desses espaços, a ideologia da meritocracia - que só assegura o privilégio da elite. Felizmente, hoje o debate acerca dessa questão já tem um grande acúmulo, por diversos movimentos, que pressionam as Universidades para que elas sejam cada vez mais democráticas e acessíveis.

Em contraponto a essa estrutura segregacionista que temos no ensino superior, os cursinhos populares, por outro lado, apresentam novos métodos de ensino e ousam construir uma prática pedagógica democrática, atendendo às necessidades das e dos alunos de escolaridade pública. Tendo como objetivo não somente a aprovação destes estudantes nas Universidades, os cursinhos são pensados para serem indutores de mobilização social, construindo lutas radicalizadas pelo direito à educação, para todas e todos.

Deste modo, os cursinhos têm realizado uma verdadeira modificação na forma de se pensar a educação hoje no país, abrindo espaços de diálogos com os estudantes e debatendo temas que os façam refletir sobre suas ações no conjunto da sociedade. Entretanto, essa efervescência de formulação educacional tem sido ameaçada por um projeto político, partidário, racista e defensor da classe dominante. O projeto de lei conhecido como "Escola sem partido" vem justamente tentar travar o avanço sobre uma discussão de ensino que seja mais livre e emancipatória, na intenção de restringir cada vez mais esse debate.

Entendemos que o "Escola sem partido" é antítese da Rede Emancipa, que se coloca radicalmente contra esse pensamento de uma educação neutra e sem participação política, que anula o debate democrático e traz um retrocesso sem fim. É por isso que pedimos o apoio de todas e todos que, assim como nós, entendem a educação como uma ferramenta de emancipação do indivíduo e de transformação da realidade.

Chamamos todas e todos para apoiar e lutar com a Rede Emancipa e os demais cursinhos populares contra as propostas, o projeto e o movimento "Escola sem partido", na busca por uma educação emancipadora, libertadora e democrática.

Fonte: Rede Emancipa Nacional (com adaptações)

P.S.: Também sobre este tema, recomendo a entrevista do PodCast Filosofia Pop com o professor Rafael Saddi. Segue o link:

http://filosofiapop.com.br/podcast/filosofia-pop-033-educacao-e-organizacoes-sociais/



Alerta: Você sabe o que são as Organizações Sociais (OS's)?

Uma das heranças do governo FHC foram as chamadas Organizações Sociais, conhecida por muitos como OS.

As Organizações Sociais são frutos da Emenda Constitucional nº 19/98 e da Lei 9.637/98, e podem ser entendidas como uma forma compartilhada de gestão dos serviços públicos, em que o poder público repassa dinheiro para que pessoas estranhas ao serviço publico administrem as atividades. A OS em si é uma organização sem fins lucrativos que está autorizada a firmar acordos de gestão com a administração pública, para operar hospitais, escolas, universidades, conservatórios de música etc.

Não chega a ser uma privatização, pois a OS não se torna dona, concessionária ou permissionária do bem público, mas talvez seja pior que isso. Os administradores da OS recebem um repasse do poder público e com esse dinheiro deve fazer o serviço funcionar. Para fazer isso, a OS está autorizada a comprar sem licitação e a contratar pessoal sem concurso público e pelo regime celetista. E é aqui que os problemas começam.

A experiência brasileira com as OS's tem mostrado que o modelo é utilizado na prática para fraudar direitos dos servidores, desviar verbas públicas e blindar o poder público contra protestos, greves e reivindicações. E o que é pior: sem que a população tenha sentido qualquer melhora na prestação do serviço. Note que não se está falando de entregar o bem público ao mercado, mas sim a pessoas, em regra, com laços estreitos com políticos e gestores.

A grande maioria das OS's brasileiras atuam na gestão de hospitais públicos. Contudo, o alerta vem do estado de Goiás: há leis e decretos locais passando a gestão das escolas estaduais para essas organizações, como uma forma de favorecer interesses e punir professores grevistas que reivindicaram melhorias salariais e das condições de trabalho. A decisão não foi concretizadas ainda, pois os estudantes secundaristas, com o apoio dos movimentos sociais universitários, ocuparam escolas e até a sede da Secretaria Estadual de Educação. As ações foram violentamente reprimidas pela polícia, e dezenas de pessoas foram presas/apreendidas, dentre elas professores universitários. 

Não é absurdo pensar que mais cedo ou mais tarde o governo do estado do Pará possa querer implementar esse modelo de gestão nas nossas escolas, principalmente depois das recentes decisões para diminuir a carga horária e os direitos dos professores. Afinal, estamos falando de algo que já tem previsão constitucional, bastando apenas decisões políticas locais para ser replicado aqui. Precisamos ficar atentos e expandir o debate sobre as consequências da implantação dessas Organizações Sociais na Educação. 

Segue abaixo o link para um episódio do PodCast Filosofia Pop, em que o professor de História da UFGO e músico, Rafael Saddi, relata como foi esse momento de resistência dos secundaristas goianos (ele foi um dos presos na repressão da polícia), além de analisar muito bem três graves propostas políticas atuais que assombram a educação pública: militarização dos colégios, organizações sociais na educação e a escola sem partido. É uma entrevista imperdível! Clique aqui!
 

SIMULADO - 2016 - PROVAS E GABARITO



1º Dia - 17 de setembro


GABARITO
Ciências Humanas e suas Tecnologias

01-A
02-D
03-D
04-C
05-D
06-E
07-B
08-D
09-B

10-b
11-c
12-d
13-e
14-b
15-a
16-b
17-c
18-e


19-E
20-B
21-A
22-E
23-e
24-c
25-E
26-E 
27-A

28-D
29-D
30-A
31-E
32-E
33-B
34-E
35-B
36-A 

37-C
38-C
39-C
40-B
41-D
42-B
43-C
44-C
45-D 


Ciências da Natureza e suas Tecnologias
46-C
47-C
48-B
49-A
50-C
51-E
52-B
53-B
54-E
55-C
56-B
57-A
58-C
59-B
60-C

61-C
62-B
63-B
64-D
65-B
66-C
67-E
68-C
69-C
70-E
71-C
72-A
73-C
74-A
75-C 


76-C
77-C
78-A
79-A
80-C
81-C
82-E
83-C
84-C
85-B
86-C
87-B
88-D
89-E
90-C



2º DIA - 18 de setembro  


GABARITO
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação

INGLÊS: 
91-E
92-A
93-B
94-B
95-E

ESPANHOL: 
91-C
92-D
93-D
94-C
95-E

96 - C
97 - E
98 - C
99 - B
100 - B
101 - C
102 - B
103 - E
104 - D
105 - A
106 - B
107 - B
108 - A
109 - A
110 - A
111 - E
112 - E
113 - D
114 - C
115 - D

116 - b
117 - D
118 - A
119 - B
120 - A
121 - C
122 - A
123 - C
124 - E
125 - A
126 - A
127 - E
128 - D
129 - D  
130 - C
131 - A
132 - D
133 - D
134 - C     
135 - E
 
Matemática e suas Tecnologias


136 – b
137 – d
138 – c
139 – d
140 – d
141 – a
142 – c
143 – a
144 – e
145 – c
146 – b
147 – c
148 – e
149 – c
150 – b
151 – c
152 – d
153 – d
154 – e
155 – c
156 – c
157 – a
158 – a
159 – d
160 – c
161 – b
162 – e
163 – b
164 – d
165 – e
166 – c
167 – d
168 – c
169 – b
170 – b
171 – e
172 – a
173 – d
174 – e
175 – a
176 – e
177 – d
178 – d
179 – e
180 – a





REDAÇÃO
Jorge Soares (acadêmico de letras e professor de Redação do cursinho): "A proposta de redação do simulado Emancipa 2016 foi: A juventude contemporânea e o ativismo digital.
Esperava-se que o aluna(o) entendesse o contexto que o país vive (com uma política conturbada, com escândalos e corrupções cada vez mais presente no congresso nacional) e, diante dessa realidade, a importância da juventude, que é um dos principais atores para a luta de um país mais nobre.
Nesse contexto, a juventude, muitas das vezes, não sai de casa em busca de seus direitos e, é nesse cenário que entra o Ativismo Digital, que é uma forma de protestar pelas redes sociais.
O aluno devia atentar-se para duas vertentes:
1 - Optar por criticar quem usa essa forma de protesto;
2 - Mostrar as vantagens que o Ativismo Digital pode trazer na luta pelos direitos mínimos do cidadão na sociedade em geral.
Dessa forma, esperava-se que o aluna(o) defina bem sua tese e defenda seu ponto de vista com argumentos claros e convincentes. Além de apresentar uma proposta de intervenção que respeitasse os Direitos Humanos."
 
 atualizado em 29/09/2016 às 13:25h

Desumanização do humano: por que precisamos de dignidade e direitos?

Você já parou para pensar sobre o que nos faz humanos? Qual a essência que carregamos que nos diferencia dos demais animais? Todos nós carregamos essa essência? Partindo dessas questões, grandes pensadores buscaram compreender e identificar esses traços de humanidade e se, de fato, todos nós os carregamos.


Contudo, a busca por esse esclarecimento testemunhou verdadeiras atrocidades ao longo da história. Sempre que um ser humano, ou um grupo de seres humanos, se achou tão melhor do que outro grupo, ao ponto estranhá-lo e diminuí-lo, muitas vidas foram perdidas. Sempre que o homem deixou de reconhecer a humanidade de outros homens, ele se sentiu à vontade para odiá-lo, torturá-lo e matá-lo.


O diplomata brasileiro José Augusto Lindgren Alves chama esse processo de estranhamento e depreciação de “Desumanização do Humano”, e aponta que, nos últimos anos, isso vem aumentando tanto de forma simbólica, quanto de forma escancarada, como vemos diariamente nos noticiários.


Seja no racismo que tanto ainda carregamos, seja no preconceito com as populações de algumas regiões, seja no tratamento diferenciado que pobres e ricos recebem, seja na repulsa contra os relacionamentos homo afetivos, seja nas guerras entre as religiões. Em todos esses casos, temos grupos de pessoas que perderam a capacidade de enxergar o outro, o diferente, como ser humano.


O problema fica maior quando percebemos que não são apenas as pessoas que agem dessa forma com outras pessoas. Na verdade, os mercados, as instituições, e o Estado também carregam e aplicam seus critérios discriminatórios, e acabam por condenar populações inteiras a uma vida de privações, materiais e sentimentais.


Para reverter esse quadro, temos a favor da humanidade um conceito básico: a dignidade humana; e o entendimento de que, para que essa dignidade seja de fato reconhecida e efetivada, são necessários direitos, direitos humanos.

Qual a importância do Emancipa em Marabá - PA?


Aulão de Redação

Na manhã deste domingo, 11, o Emancipa realizou o seu já tradicional aulão de redação com a participação da professora Katiucia Oliveira.

As quatro turmas que assistem aulas na unidade 1 da Unifesspa foram reunidas no auditório e os alunos puderam acompanhar o passo a passo da produção de uma redação nota 1000 para o ENEM.

Além do aprendizado, nossos aulões sempre contemplam a proposta de estreitamento dos laços entre os participantes do projeto e hoje não foi diferente.

Confira as fotos abaixo (clique para ampliar):





















EMANCIPA - EDUCAÇÃO PARA NÃO TEMER - REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA



PRIMEIRAMENTE, A esperança deve vencer o medo.

Convocamos todxs (colaboradores, bolsistas, cadastro de reserva, comunidade acadêmica em geral) a participar da Reunião Extraordinária do CURSINHO POPULAR: MOVIMENTO DE EDUCAÇÃO POPULAR para deliberações urgentes e o que houver.
Pautas: Simulado Emancipa 2016, questões sobre pesquisa com alunos, movimento para integralizar os alunos ao movimento, aulões, avaliação de desempenho, cadastro de reserva, Edital Proex nº 0001/2016, novos colaboradores, chamada do cadastro reserva dos alunos, abertura de novas salas, Emancipa nos bairros, formações políticas e o pedagógicas, conjuntura politica atual, ENEM-2016, e o que houver. HORÁRIO: 17:30h  -  LOCAL:Unifesspa, campus I, DCE   - DATA 02/09/2016
Lá, a primeira versão deste livro, umas quatrocentas páginas densas, tomou forma, depois de dois anos de trabalho intenso. Não era já a síntese que me propusera. Era, isto sim, a versão resultante de minhas vivências nos trágicos acontecimentos do Brasil de que havia participado como protagonista. Esse era o nervo que pulsava debaixo do texto, a busca de uma resposta histórica, científica, na organização que nos fazíamos nós, os derrotados pelo golpe militar. Por que, mais uma vez, a classe dominante nos vencia? (Darcy Ribeiro - O povo brasileiro)


Att., Willi Roger
Atividades administrativas - CURSINHO POPULAR: MOVIMENTO DE EDUCAÇÃO POPULAR /- EMANCIPA / DIREITO-2013

ENCONTRO DE EDUCAÇÃO POPULAR.

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O I ENCONTRO DE EDUCAÇÃO POPULAR.
 ENTRE OS DIA 15/03/2016 ATÉ 04/04/2016


OBS : FOI PRORROGADO O PRAZO PARA SUBMISSÃO DE TRABALHO ATÉ AS 23:59 do dia 05/04/2016


-----LINK -PARA INSCRIÇÃO PARA O ENCONTRO ----
https://docs.google.com/forms/d/1rMLSPHh7Nwhsm5nnfTDbtbMDzSU5wWDUcZOu95vLw/viewform



     -----LINK PARA DOWNLOAD DA PROGRAMAÇÃO DO    EVENTO-----



-----LINK PARA DOWNLOAD DO EDITAL PARA SUBMISSÕES DE TRABALHOS -----
https://www.docdroid.net/9CMw2tA/submisso-de-trabalhos-i-encontro-de-educao-popular.pdf.html